A MENINA SUBMERSA – CAITLÍN R. KIERNAN

Titulo original: The Drowning Girl

Autora: Caitlín R. Kiernan

Editora: DarkSide Books

Páginas: 317

Ano: 2014

SINOPSE: Com uma narração intrigante, não linear e uma prosa magnífica, Caitlín vai moldando a sua obsessiva personagem. Imp é uma narradora não confiável e que testa o leitor durante toda a viagem, interrompe a si mesma, insere contos que escreveu pedaços de poesia, descrições de quadros e referências a artistas reais e imaginários durante a narrativa. Ao fazer isso, a autora consegue criar algo inteiramente novo dentro do mundo do horror, da fantasia e do thriller psicológico.

 

Essa resenha é um grande desafio pra mim, pois esse livro foi difícil de ser lido e me decepcionou um pouco também.

A protagonista da história é a Índia ou simplesmente Imp, é uma garota esquizofrênica que luta contra essa doença que assolou sua família.  A mãe e avó de Imp se suicidaram e ela não quer acabar como elas.

Imp descobre nos livros e nas histórias que escreve um refúgio, uma forma de canalizar todos os seus medos e inseguranças na arte, seja na escrita ou também na pintura.

Ela começa nos contando sua história de “fantasmas” e vai nos contando sobre sua família e as pessoas importantes que passaram em sua vida e acabaram de certa forma se tornando ” fantasmas ” para ela como sua namorada Abalyn.

A narrativa aqui não é linear o que acaba dificultando um pouco o processo de leitura já que o leitor precisa estar muito atento a algumas passagens de tempo inesperadas. Eu mesma tive que reler diversas partes para poder entender o que se passava naquele momento.

Imp divaga em muitos momentos sobre obras de arte principalmente sobre o quando A menina submersa, essas divagações dela a respeito da obra deixaram alguns momentos monótonos. Ela mesma não tem certeza da autenticidade dos fatos que descreve e avisa o leitor inúmeras vezes sobre isso.

Todo esse processo de divagações e irrealidade dos acontecimentos me decepcionou um pouco. Eu achei a história bem confusa em algumas partes me incomodou o fato de ter que reler alguns parágrafos diversas vezes, voltar em algumas partes para enterrar o que acontecia, a mistura de acontecimentos do passado com o presente sem um aviso prévio. Tudo isso fez com que eu me decepcionar se, talvez porque estava com grandes expectativas.

Apesar de tudo não foi uma leitura que eu desgostei, tem algumas passagens bem reflexivas principalmente quando a Imp deixa de tomar seus remédios e podemos conhecer ela verdadeiramente como é sem toda a paranoia de sua mente conturbada.

A edição do livro é maravilhosa, capa dura e a lateral das páginas rosa. Me apaixonei pela edição e não pude deixar de ter na minha estante.

Contudo é um livro que aborda um tema muito interessante pra mim, porque ele tem uma temática muito diferente como é entrar na mente de um esquizofrênico?  Como eles veem o mundo é tudo que acontece a sua volta? São questões que despertam curiosidade e a autora soube muito bem trabalhar com todos esses aspectos. Por isso recomendo para todos que se interessam pelo assunto e não tem medo de se arriscar num estilo diferente de escrita.

 

 

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